Por motivos de força maior (leia-se farra) as sessões do blog ficaram pendentes na última semana. A Cinemateca, por exemplo, não iria ser atualizada. Contudo, os deuses do cinema colocaram esse filme na programação semanal de uma emissora de tv aberta, e todos sabemos que não é sensato contrariar a vontade suprema dessas entidades. Essa semana vou falar do filme 'De médico e de louco todo mundo tem um pouco''.

Existe no Brasil um movimento de desvalorização da tradução nacional de filmes estrangeiros. Claro que às vezes surgem traduções grotescas para nomes de filmes - apelando até para o clichê, envolvendo sufixos como 'da pesada', 'do barulho', 'radical' e afins (vide Sessão da Tarde) - mas não se pode generalizar. A tradução brasileira procura ser, na maioria das vezes, fiel ao conteúdo do filme (algo que fica extremamente difícil quando os filmes não tem conteúdo), e a dublagem nacional é certamente uma das melhores do mundo (tente ver um filme brasileiro 'dublado' na língua inglesa).
O nome original do filme é 'The dream team', traduzido ao pé da letra como 'O time dos sonhos'. Mas após assistir aos 93 minutos dessa comédia, percebe-se que o nome escolhido cai como uma luva. A história é centrada em quatro internos de um sanatório em Nova Jersey. Cada um com sua esquisitisse própria: Henry (Cristopher Lloyd) acha que é um dos médicos do hospital, carrega uma prancheta pra todos os lados, na qual diagnostica e faz anotações sobre os outros 'malucos' do lugar; Jack (Peter Boyle) fora um executivo de sucesso, chegando a ganhar 100 mil por semana, mas começou a achar que era ninguém menos que Jesus Cristo; Albert (Stephen Furst) um gordinho aparentemente tímido que não fala com ninguém, apenas repete o que um narrador de baseball fala na tv; e Billy (Michael Keaton) o mais 'normal' da turma, embora possua uma personalidade insana e imprevisível.
Tudo começa quando o doutor Weitzman, o responsável pelos quatro malucos, resolve levá-los para ver um jogo de baseball (daí o nome 'The Dream team').
Com certa relutância de alguns, o Dr. consegue programar o passeio. A intenção de Weitzman é promover a interação de Henry, Jack, Albert e Billy com a sociedade mas também entre eles. A cena em que ele faz os quatro cantarem a música 'Hit the road Jack' é impagável.
O Dr. acaba sendo testemunha do assassinato de um detetive por dois policiais, que em seguida tentam matar o próprio. Desacordado, o doutor é socorrido e levado à um hospital, deixando os quatro loucos sozinhos dentro do carro ainda esperando por ele.
Os dois policiais que cometeram o crime descobrem em que hospital o Dr. foi parar. Temendo que ele acorde e revele a identidade dos assassinos, eles decidem matá-lo no leito. Cabe aos quatro pacientes se unirem em suas diferenças, superarem a insanidade e salvar o Dr.
Tudo isso com boas doses de humor, garantindo boas risadas até o final.
O filme é de 1989, mas recomendo assistí-lo dublado! São diálogos memoráveis. O trailer do youtube é em inglês, sem legendas, mas dá pra se ter uma noção do filme:
Comenta aí, pô!
huhauhauha muito bom fillzera! excelente essa coluna sobre cinema (... peraí, essa idea vc tb roubou de mim?).
ResponderExcluirValorizando o "cinema nacional", se é que assim podemos chamar.
Vida longa à essa coluna p/ os cinéfilos. E vida longa à Herbert Richards!!!
p.s.: Engraçado como no enredo de repente surge dois policiais, um presunto, e uma testemunha altruista. Isso me soa familiar... seria mais uma mega-produção do mestre Mané d'Oliveira?!
p.s.2:fica aee a deixa p/ próximas colunas!